Mulher denuncia socos, tapas e ameaças de morte após discussão em distrito de Rio Verde
Polícia Militar foi acionada por denúncia anônima e conduziu o casal à delegacia; vítima relatou histórico de violência doméstica
Uma mulher denunciou ter sido agredida e ameaçada de morte pelo próprio companheiro na noite desta terça-feira (25), no Distrito de Lagoa do Bauzinho, em Rio Verde. Segundo as informações registradas no boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 21h25 após uma denúncia anônima informar que um homem estaria agredindo uma mulher em via pública.
Uma equipe foi enviada ao endereço indicado e, ao chegar ao local, encontrou os envolvidos. Conforme o relato policial, a mulher confirmou que havia sido agredida depois de uma discussão com o companheiro motivada por questões financeiras.
A vítima contou aos militares que teria recebido socos, tapas e empurrões. Ela também afirmou que o companheiro teria feito ameaças de morte durante o desentendimento.
Ainda conforme o boletim, a mulher informou possuir uma condição de saúde que aumenta sua vulnerabilidade a traumas na região da cabeça. Mesmo diante dessa condição, segundo o relato apresentado à polícia, as agressões teriam continuado.
Vítima relatou que violência não teria ocorrido pela primeira vez
Durante o atendimento, a mulher declarou que o episódio registrado na noite de terça-feira não teria sido um caso isolado. Ela relatou aos policiais a existência de um histórico de violência doméstica na relação.
O boletim descreveu inicialmente a natureza da ocorrência como vias de fato, conduta prevista no artigo 21 da Lei das Contravenções Penais. Entretanto, a definição jurídica definitiva dos fatos dependerá da apuração realizada pela Polícia Civil e da análise das circunstâncias apresentadas pelas partes.
Após o atendimento inicial, a vítima e o companheiro foram conduzidos à delegacia. No local, a ocorrência foi formalmente registrada e apresentada à autoridade policial responsável pela adoção das medidas legais cabíveis.
O boletim divulgado não informa se o homem permaneceu preso, se houve pedido de medida protetiva ou se a vítima precisou ser encaminhada para atendimento médico. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, medida que preserva a identidade da mulher e evita sua exposição.
Denúncia anônima levou a polícia até o local
A intervenção policial começou depois que uma pessoa, cuja identidade não foi informada, comunicou a suposta agressão. A denúncia indicava que a violência estaria acontecendo em uma área pública do distrito.
A comunicação feita por terceiros pode ser decisiva em situações nas quais a vítima está impossibilitada de pedir ajuda, teme novas agressões ou se encontra sob vigilância do agressor. Em casos de violência em andamento ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
Denúncias e pedidos de orientação relacionados à violência contra a mulher também podem ser feitos pelo Ligue 180. O serviço funciona gratuitamente e pode orientar sobre a rede de atendimento disponível, os direitos da vítima e os canais adequados para cada situação.
Além da agressão física, ameaças, perseguição, humilhação, controle financeiro, destruição de objetos e restrição de contato com familiares e amigos podem integrar situações de violência doméstica. A vítima pode procurar uma delegacia da Polícia Civil para registrar a ocorrência e obter informações sobre a possibilidade de solicitar medidas protetivas.
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