Supermercado é interditado por falta de alvará e reage com acusações de perseguição em Rio Verde

Mercadão da Economia afirma enfrentar situação “injusta” e promete manter política de preços; alegações contra concorrentes não foram acompanhadas de provas


Uma unidade do Mercadão da Economia, localizada na Avenida José Walter, em Rio Verde, foi interditada após uma fiscalização apontar irregularidade relacionada ao alvará de funcionamento. Depois da ação, a empresa publicou um comunicado nas redes sociais, classificou a situação como injusta e afirmou que não pretende recuar.

Segundo informações divulgadas pelo perfil Aos Fatos Rio Verde, a Fiscalização de Posturas do município foi até o estabelecimento para conferir a documentação. Durante a vistoria, os agentes teriam constatado que o supermercado não possuía o alvará de funcionamento exigido.

A mesma publicação afirma que a fiscalização teria sido acionada pelo Ministério Público e pelo setor municipal de Meio Ambiente para verificar possíveis irregularidades. Até a publicação desta matéria, porém, não foi localizado nos canais públicos consultados um comunicado oficial da Prefeitura de Rio Verde ou do Ministério Público de Goiás detalhando a operação.

O Portal da Prefeitura disponibiliza serviços de fiscalização e regularização de empresas, enquanto a Superintendência de Desenvolvimento Urbano mantém orientações, documentos e normas relacionadas a licenças e adequações urbanísticas.

Estabelecimento deve permanecer fechado

De acordo com as informações divulgadas, a Fiscalização de Posturas adotou as medidas administrativas cabíveis e realizou a interdição do supermercado.

O estabelecimento deverá permanecer fechado até que a documentação exigida seja regularizada junto aos órgãos competentes. Os detalhes sobre o processo administrativo, eventuais notificações anteriores e o prazo concedido para regularização não foram divulgados.

Também não há confirmação pública, até o momento, sobre a existência de outras irregularidades além da questão envolvendo o alvará.

Empresa diz que não vai recuar

Após a interdição, o Mercadão da Economia publicou um comunicado direcionado à população de Rio Verde.

Na manifestação, a empresa afirmou estar enfrentando situações consideradas injustas e agradeceu as mensagens de apoio recebidas. O supermercado também declarou que continuará defendendo sua política de preços.

“O Mercadão da Economia não vai recuar”, afirmou a empresa na mensagem divulgada nas redes sociais.

Em outro trecho, o estabelecimento declarou:

“Podem tentar nos parar, mas não vão mudar nosso compromisso com o povo.”

A empresa também prometeu continuar oferecendo preços baixos e afirmou que sua resposta será manter o “respeito e compromisso” com os consumidores.

Publicação faz acusações sem apresentar provas

Em material divulgado nas redes sociais, o supermercado sugeriu que estaria sendo “boicotado e perseguido” por pessoas influentes ligadas à concorrência. A empresa relacionou a situação aos preços praticados no estabelecimento e disse que não pretende modificar sua estratégia comercial.

As acusações, porém, não vieram acompanhadas de documentos, nomes ou outras evidências que comprovem interferência de concorrentes na fiscalização.

A interdição informada nas publicações está relacionada à situação documental do estabelecimento. Não há, até o momento, comprovação pública de que a ação municipal tenha sido motivada pela política de preços do supermercado.

Também não foi encontrada manifestação oficial da Fiscalização de Posturas, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente ou do Ministério Público sobre as acusações feitas pela empresa.

Caso repercute nas redes sociais

A primeira publicação sobre a interdição registrava dezenas de comentários e centenas de compartilhamentos. Já o comunicado do Mercadão da Economia recebeu centenas de curtidas e diversas mensagens.

A repercussão dividiu opiniões. Parte dos usuários demonstrou solidariedade ao supermercado, enquanto outros questionaram a ausência do alvará e defenderam o cumprimento das exigências aplicadas aos estabelecimentos comerciais.

O episódio ganhou ainda mais atenção depois que a empresa adotou um discurso de enfrentamento e prometeu continuar praticando preços inferiores aos da concorrência.

Regularização pode permitir retomada

A interdição administrativa não significa, necessariamente, o encerramento definitivo das atividades. Caso a irregularidade se limite à ausência ou inadequação do alvará, o supermercado poderá procurar os órgãos responsáveis, apresentar os documentos necessários e solicitar a liberação do estabelecimento.

A retomada dependerá da análise municipal e do cumprimento das exigências indicadas pela fiscalização.

O Mercadão da Economia não informou publicamente quanto tempo pretende levar para resolver a pendência nem apresentou previsão para reabrir a unidade da Avenida José Walter.

A reportagem permanece aberta à manifestação da Prefeitura de Rio Verde, do Ministério Público de Goiás e do Mercadão da Economia para esclarecer os fundamentos da interdição, a situação do alvará e as acusações levantadas pela empresa.

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