Homem de 29 anos morre durante confronto com a CPE em Rio Verde

Segundo a Polícia Militar, equipes procuravam envolvidos no furto de uma residência no Setor Morada do Sol quando localizaram o suspeito; arma, dinheiro e objetos teriam sido recuperados


Um homem de 29 anos morreu após ser baleado durante uma ação da Companhia de Policiamento Especializado, a CPE, em Rio Verde. A ocorrência foi divulgada na quinta-feira, 27 de agosto, e teria começado após o furto de uma residência localizada no Setor Morada do Sol.

De acordo com informações atribuídas à Polícia Militar, uma arma de fogo, dinheiro e objetos pessoais foram levados do imóvel. Depois de tomar conhecimento do caso, equipes da CPE iniciaram diligências para tentar identificar e localizar os possíveis envolvidos no crime.

Durante o levantamento de informações, os policiais apontaram André Ricardo Vieira de Souza, de 29 anos, como possível envolvido no furto. Segundo a versão apresentada pela corporação, a equipe encontrou o homem e tentou realizar a abordagem, mas ele teria fugido a pé, pulado muros de imóveis e entrado em outra residência na tentativa de se esconder.

Ainda conforme o relato policial, durante a aproximação dos militares, o homem teria efetuado um disparo de arma de fogo contra a equipe. Os policiais reagiram e André Ricardo foi atingido. O socorro médico foi acionado, mas a morte foi constatada após o atendimento.

As informações disponíveis até o momento não detalham quantos policiais participaram da abordagem, quantos disparos foram efetuados ou em qual ponto da cidade ocorreu a troca de tiros. Também não foi informado se algum policial ficou ferido durante a ocorrência.

Na ação, a CPE informou ter recuperado uma arma de fogo, dinheiro em espécie e objetos que seriam provenientes do furto registrado no Setor Morada do Sol. Os materiais apreendidos deverão integrar a investigação para confirmar a origem dos bens e esclarecer a participação do homem no crime investigado.

Segundo a Polícia Militar, o homem possuía registros criminais anteriores. Entre as ocorrências mencionadas pela corporação estão tentativa de latrocínio, adulteração de sinal identificador de veículo, porte ilegal de arma de fogo, receptação, lesão corporal grave, ameaça, desobediência, desacato e injúria, além de um registro relacionado a arma de fogo de uso restrito.

A existência de antecedentes ou registros policiais anteriores, no entanto, não substitui a necessidade de apuração das circunstâncias específicas da ocorrência registrada nesta semana. A investigação deverá determinar a sequência dos acontecimentos, a origem da arma apreendida e se os objetos recuperados pertencem efetivamente à residência furtada.

Casos com morte decorrente de intervenção policial seguem procedimentos próprios de apuração. Normalmente, o local é preservado para o trabalho pericial, as armas envolvidas podem ser recolhidas para exames e os policiais participantes são ouvidos. As conclusões dependem de documentos como laudos periciais, exames balísticos, depoimentos e demais evidências reunidas durante a investigação.

Até a publicação desta matéria, não havia sido localizado um comunicado público detalhado da Polícia Civil sobre a abertura do inquérito, o número da ocorrência ou os exames solicitados. Também não havia informações públicas sobre imagens de câmeras de segurança ou testemunhas que tenham acompanhado a abordagem.

A versão atualmente disponível sobre a tentativa de fuga, o disparo atribuído ao homem e a reação dos policiais é baseada nas informações divulgadas pela Polícia Militar e reproduzidas pelo Jornal Somos. O caso deverá continuar sendo acompanhado até a manifestação dos órgãos responsáveis pela investigação.

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