Criança de 10 anos é acolhida pelo Conselho Tutelar após suspeita de maus-tratos em Montividiu
Caso no Setor Tiuba mobilizou escola, Conselho Tutelar e Polícia Militar; pai foi conduzido à delegacia em Rio Verde
Uma denúncia envolvendo uma criança de apenas 10 anos mobilizou a rede de proteção de Montividiu na noite de quinta-feira, 13 de agosto. O caso, registrado no Setor Tiuba, começou após a direção de uma escola acionar o Conselho Tutelar ao perceber sinais de possíveis maus-tratos em um aluno.
Segundo as informações da ocorrência, conselheiras tutelares foram chamadas pela unidade escolar depois que a criança apresentou lesões corporais. Diante da gravidade da situação, a Polícia Militar foi acionada para prestar apoio ao atendimento.
Ainda conforme o registro, a criança, que possui laudos médicos indicando necessidades especiais, relatou que teria sido agredida pelo próprio pai após se recusar a ir para a escola. O relato também mencionou episódios anteriores de agressão, o que aumentou a preocupação das autoridades responsáveis pelo caso.
A situação saiu do ambiente escolar e chegou até a residência da família. A equipe policial, acompanhada pelo Conselho Tutelar, foi até o local indicado, onde encontrou o pai da criança. Questionado, o homem apresentou sua versão dos fatos.
Diante do cenário relatado, o suspeito foi conduzido à 8ª Delegacia Regional de Polícia, em Rio Verde, onde ficou à disposição da autoridade policial para as providências legais cabíveis. A criança ficou sob os cuidados do Conselho Tutelar.
O caso foi registrado como maus-tratos contra menor de 14 anos, situação prevista no artigo 136, § 3º, do Código Penal Brasileiro. Tanto a criança quanto o suspeito foram encaminhados para exame de corpo de delito.
O episódio chama atenção pela atuação da escola, que acionou a rede de proteção ao identificar sinais de alerta. A resposta envolveu direção escolar, Conselho Tutelar e Polícia Militar, reforçando a importância de que suspeitas de violência contra crianças sejam comunicadas imediatamente às autoridades competentes.
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