Luan destaca acolhimento em Rio Verde e revela conversas avançadas para permanecer no clube
Treinador celebra o acesso, agradece o apoio da torcida e afirma que planejamento para o Goianão de 2027 precisa começar imediatamente
A campanha que recolocou o Rio Verde na elite do futebol goiano criou uma forte ligação entre o treinador Luan Carlos, o clube, a torcida e a própria cidade. Em entrevista, o comandante falou sobre a rápida adaptação ao município, o apoio recebido desde sua chegada e a importância do acesso para sua trajetória profissional.
Além do desempenho dentro de campo, Luan Carlos revelou ter encontrado em Rio Verde qualidade de vida e boas condições para manter sua rotina de exercícios. O Parque Interlagos, onde costuma realizar seus treinos de corrida, tornou-se um dos lugares preferidos do treinador na cidade.
Com o acesso assegurado e o título ainda em disputa, Luan Carlos afirmou que o desafio agora é manter os jogadores concentrados para encerrar a campanha com chave de ouro. O treinador também confirmou que já iniciou conversas com a diretoria sobre a renovação para 2027 e que as tratativas estão bem encaminhadas.
Na entrevista a seguir, Luan Carlos fala sobre a relação com a torcida, o significado da conquista, a preparação para o retorno ao Goianão e os objetivos que o Rio Verde deverá estabelecer em sua volta à primeira divisão estadual.
Como tem sido sua experiência de viver e trabalhar em Rio Verde?
Eu gostei muito da cidade de Rio Verde. É uma cidade muito acolhedora. A forma como o clube nos acolheu e, de maneira especial, a torcida, foi muito bacana para nós e facilitou bastante a nossa adaptação.
A gente precisava disso, de uma adaptação rápida, devido à sequência de jogos que tínhamos pela frente. Eram jogos seguidos e precisávamos dessa adaptação imediata. Então, tudo isso facilitou bastante.
O que mais chamou sua atenção na cidade desde a sua chegada?
Está sendo uma experiência muito positiva. É uma cidade com uma qualidade de vida muito alta. A gente acaba se sentindo em casa por causa da forma como somos recebidos, de como a cidade gosta de futebol e apoia o clube. Tudo isso reflete diretamente dentro de campo.
Você já criou algum hábito ou encontrou algum lugar de Rio Verde de que gosta especialmente?
Eu gosto muito de exercício físico e de treinar. Um lugar específico é o Parque Interlagos, onde consegui manter meus treinos de corrida.
É um lugar que me chamou muito a atenção por ser bonito, acolhedor e por ter um espaço muito bom para mantermos a nossa rotina de treinamento.
Em que momento percebeu que havia surgido uma conexão verdadeira entre o time e a torcida?
Um dos momentos mais especiais foi quando fizemos a nossa primeira partida em casa. Foi um jogo muito difícil, contra um adversário qualificado, no qual conseguimos sair com a vitória, muito pela forma como o torcedor nos impulsionou e se fez presente no estádio.
Outro fator é a maneira como as pessoas nos param na academia ou na rua e vêm conversar conosco, falando sobre a importância do clube para a cidade e sobre o carinho que têm pela instituição. Isso gera uma conexão muito rápida com o clube e com o torcedor.
O que o acesso representa para você, pessoalmente, e para a sua carreira?
O acesso representa muito para mim. Onde a gente passa, coloca o nosso nome e aceita o desafio de viver o projeto do clube, acaba assumindo uma responsabilidade muito grande.
Eu prezo muito pelos clubes nos quais aceito trabalhar, e aqui não foi diferente. Teve um gosto especial porque vi o quanto a diretoria, a torcida e a cidade esperavam por esse acesso. Participar disso é muito prazeroso para cada um de nós.
Também senti isso em todos os atletas. Todos estavam envolvidos com o projeto do clube.
O acesso já foi conquistado, mas o título continua em disputa. Como manter os jogadores concentrados?
Depois que a gente conquista o objetivo do acesso, é claro que um peso é tirado das nossas costas. Isso pode provocar uma queda na concentração dos atletas, o que é natural.
O nosso papel agora é mantê-los acesos para buscarmos esse título. É uma forma de fechar o trabalho com chave de ouro.
Você já começou a conversar com a diretoria sobre a possibilidade de continuar no Rio Verde em 2027?
Em relação à renovação, já iniciamos as conversas, e elas estão bem adiantadas. Eu tenho interesse em permanecer.
Quando fui contratado, já deixamos bem encaminhado que daríamos sequência ao trabalho em caso de acesso. Está tudo muito bem encaminhado.
Que Rio Verde você acredita que pode ser montado para disputar o Goianão de 2027?
Em relação ao próximo ano, acredito que não apenas eu, mas toda a comissão técnica e a diretoria, precisamos virar uma grande chave. A preparação para o próximo campeonato começa muito rapidamente.
Vamos sair de uma competição na qual somos um dos favoritos ao acesso e entrar em outra em que o nosso investimento já não será um dos mais altos. Não disputamos esse campeonato há oito anos e não vão olhar para nós com o mesmo respeito com que olhavam aqui na Divisão de Acesso.
Precisamos recapitular o que vamos viver na primeira divisão e o que vamos buscar. O primeiro objetivo é a permanência. A partir daí, podemos sonhar com uma vaga em uma divisão nacional e, principalmente, estabelecer o clube na elite do futebol goiano.
Qual mensagem você gostaria de deixar para o torcedor rio-verdense neste momento tão especial?
O mais importante neste momento é agradecer. Dizer que é um orgulho fazer parte do Rio Verde e escrever uma pequena parte dessa história que o clube já construiu. Para nós, isso é muito importante e especial.
Quero agradecer a cada torcedor pelo apoio, pelo incentivo e também pelas cobranças, porque elas são muito importantes. Estamos juntos até o final.
Espero que a gente consiga, no domingo, encerrar essa caminhada juntos, no nosso estádio, e fazer uma festa linda para fechar essa trajetória.
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