Temporais podem atingir Rio Verde entre esta terça e quinta-feira
Previsão indica possibilidade de chuva intensa, raios, ventos fortes e eventual granizo; histórico de alagamentos exige atenção especial na região da Barrinha
Rio Verde pode registrar temporais entre esta terça-feira (27) e quinta-feira (29), devido à atuação de novas áreas de instabilidade sobre o Centro-Oeste. A previsão indica possibilidade de chuva intensa, descargas elétricas, rajadas de vento e eventual queda de granizo em pontos isolados de Goiás.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os volumes de chuva previstos para Goiás nesta semana ficam, em geral, entre 10 e 30 milímetros, mas podem ser maiores em áreas isoladas. Os temporais mais intensos formados sobre o Centro-Oeste podem produzir entre 20 e 80 milímetros em um único dia, dependendo da localização e do deslocamento das nuvens carregadas.
Isso não significa que todo esse volume necessariamente cairá sobre Rio Verde. Os temporais típicos deste período podem atingir apenas alguns bairros ou partes da zona rural, enquanto outras áreas do município recebem pouca chuva. Mesmo assim, a possibilidade de grande quantidade de água em curto intervalo exige atenção, principalmente nos pontos historicamente sujeitos a alagamentos.
Barrinha voltou a alagar neste mês
A região do Barrinha está entre os locais que merecem maior cuidado. No dia 14 de outubro, apenas duas semanas atrás, uma chuva forte provocou o transbordamento do Córrego Barrinha e deixou vias tomadas pela água. O temporal acumulou 36,4 milímetros em Rio Verde, volume suficiente para provocar alagamentos e enxurradas em vários pontos da cidade.
Na região do Espelho d’Água, um carro ficou ilhado depois de apresentar pane durante uma tentativa de atravessar o trecho inundado. Também foram registrados problemas no Bairro Dona Gercina e nas proximidades da Faculdade Almeida Rodrigues, onde moradores enfrentaram dificuldades para circular.
Durante o mesmo temporal, uma pessoa teria sido arrastada pela correnteza ao tentar recuperar um capacete que havia caído na água. A vítima foi parar debaixo de um veículo e precisou ser retirada por outra pessoa. Apesar do susto, não houve registro de morte no episódio.
O Barrinha também foi atingida por um temporal de grande intensidade em novembro de 2025. Na ocasião, imagens mostraram a Avenida Barrinha completamente alagada, com veículos sendo deslocados ou ficando parcialmente submersos. Houve ainda queda de árvores nos bairros Dona Gercina e Jardim Brasília, além de pontos de alagamento no Jardim Presidente.
Os registros anteriores mostram que o nível do Córrego Barrinha pode subir rapidamente quando uma grande quantidade de chuva cai em pouco tempo. Por esse motivo, motoristas e pedestres devem evitar a região ao perceberem avanço da água sobre as pistas.
Não tente atravessar ruas alagadas
A principal recomendação é não atravessar trechos alagados, nem mesmo quando a água parece rasa. A correnteza pode ser mais forte do que aparenta, e buracos, bueiros abertos, desníveis e objetos podem ficar encobertos. Na Barrinha, a orientação é procurar rotas alternativas assim que o nível da água começar a comprometer a circulação.
Motoristas não devem tentar avaliar a profundidade avançando com o veículo. Além do risco de pane, a água pode fazer o carro perder contato com o asfalto e ser arrastado. Motociclistas e ciclistas enfrentam perigo ainda maior devido à falta de estabilidade.
Também não é seguro caminhar pela área inundada. A água pode estar contaminada por esgoto, lixo, produtos químicos e outros resíduos, aumentando o risco de leptospirose, infecções e acidentes. Crianças devem ser mantidas longe de córregos, enxurradas, valas, bocas de lobo e ruas alagadas.
Cuidados dentro de casa
Moradores de áreas baixas ou próximas ao Córrego Barrinha devem acompanhar o nível da água e não esperar que a situação fique crítica para procurar um local seguro. Documentos, medicamentos, aparelhos eletrônicos e objetos importantes devem ser colocados em locais elevados e protegidos em embalagens impermeáveis.
Se a água começar a entrar no imóvel, a energia elétrica deve ser desligada pela chave geral, desde que isso possa ser feito sem contato com água ou área molhada. Equipamentos atingidos não devem ser ligados novamente antes de uma avaliação segura, devido ao risco de curto-circuito e choque elétrico.
Calhas, ralos e áreas de escoamento devem permanecer limpos. A população também não deve descartar lixo, móveis, entulho ou outros objetos nas ruas, bocas de lobo, margens de córregos e canais de drenagem, pois esses materiais podem bloquear a passagem da água e agravar os alagamentos.
O que fazer durante a tempestade
Durante a chuva forte, a orientação é permanecer em local protegido, afastar-se de árvores, postes, cercas metálicas e estruturas frágeis e evitar estacionar veículos próximos a placas, outdoors ou árvores de grande porte.
Em caso de raios, aparelhos eletrônicos devem ser retirados da tomada quando isso puder ser feito com segurança. A população também deve evitar áreas abertas, piscinas, córregos e atividades ao ar livre enquanto houver trovoadas.
Quem mora ou trabalha perto do Barrinha deve acompanhar os alertas meteorológicos e observar qualquer elevação rápida do córrego. Caso uma via esteja bloqueada ou tomada pela água, a travessia não deve ser tentada. Em situação de emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193 e a Defesa Civil pelo 199.
As previsões podem mudar conforme o deslocamento das áreas de instabilidade. Por isso, a população deve acompanhar as atualizações durante os próximos dias, principalmente antes de circular pela Barrinha e por outros pontos baixos de Rio Verde.
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