Cooperativismo goiano dispara e mira R$ 50 bilhões
Setor fechou 2025 com faturamento de quase R$ 37 bilhões, mais de 710 mil cooperados e ativos próximos de R$ 80 bilhões, consolidando-se como um dos motores da economia de Goiás
O cooperativismo goiano fechou 2025 em ritmo forte de crescimento e voltou a mostrar sua importância para a economia de Goiás. Reunido em 262 cooperativas, o setor alcançou quase R$ 37 bilhões em faturamento, ampliou a base de cooperados, fortaleceu o patrimônio e manteve milhares de empregos diretos no estado.
Os dados fazem parte do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado pela Organização das Cooperativas Brasileiras. O levantamento mostra que as cooperativas goianas movimentaram R$ 36,90 bilhões em 2025, contra R$ 31,27 bilhões em 2024. O avanço foi de 18,02%, o equivalente a R$ 5,63 bilhões a mais circulando na economia goiana em apenas um ano.
O resultado coloca o cooperativismo entre os segmentos mais relevantes para o desenvolvimento econômico do estado. Em um cenário de desafios para diferentes setores produtivos, as cooperativas de Goiás cresceram em receita, ampliaram ativos e aumentaram o número de associados, demonstrando capacidade de adaptação, investimento e expansão.
Ativos das cooperativas se aproximam de R$ 80 bilhões
Além do salto no faturamento, o cooperativismo goiano também registrou forte crescimento patrimonial. Os ativos das cooperativas passaram de R$ 70,61 bilhões, em 2024, para R$ 78,39 bilhões, em 2025. O aumento foi de 11,03%, representando acréscimo de aproximadamente R$ 7,79 bilhões.
Esse avanço indica maior capacidade de investimento, ampliação das operações e fortalecimento da estrutura financeira das cooperativas. Com ativos próximos de R$ 80 bilhões, o setor amplia sua força para financiar projetos, modernizar atividades, apoiar produtores, atender cooperados e impulsionar economias locais em várias regiões de Goiás.
O crescimento dos ativos também reforça a importância das cooperativas na geração de estabilidade econômica. Ao reunir cooperados em diferentes áreas, como crédito, agropecuária, saúde, trabalho, transporte, consumo e serviços, o sistema cooperativista ajuda a distribuir renda, fortalecer cadeias produtivas e manter recursos circulando nos municípios goianos.
Goiás passa de 710 mil cooperados
Outro destaque do levantamento foi o crescimento no número de cooperados. Goiás passou de 666.400 associados, em 2024, para 710.307 cooperados, em 2025. Foram 43.907 novos cooperados em um ano, alta de 6,59%.
O dado mostra que o modelo cooperativista segue ganhando confiança entre produtores, trabalhadores, profissionais liberais, empresários e consumidores. A expansão da base social indica que mais goianos estão enxergando nas cooperativas uma alternativa para acessar crédito, fortalecer negócios, dividir resultados, ampliar competitividade e participar de uma estrutura econômica mais colaborativa.
Com mais de 710 mil cooperados, o cooperativismo goiano se aproxima de uma meta ainda mais ambiciosa: chegar a 1 milhão de cooperados nos próximos anos. O crescimento também reforça o peso social do setor, que não se limita a movimentar grandes volumes financeiros, mas também reúne pessoas em torno de objetivos econômicos comuns.
Setor mira R$ 50 bilhões em faturamento
Para o presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, os números confirmam a relevância econômica do cooperativismo e indicam que o setor segue no caminho para alcançar metas importantes estabelecidas para os próximos anos.
“Caminhamos para atingir as marcas de R$ 50 bilhões em faturamento e 1 milhão de cooperados, estabelecidas para 2027. Apesar dos desafios econômicos que se apresentaram, demonstramos, mais uma vez, a resiliência e a consistência do modelo cooperativista”, destacou.
A projeção mostra o tamanho da ambição do setor em Goiás. Se mantiver o ritmo de crescimento, o cooperativismo tende a ampliar ainda mais sua participação na economia estadual, especialmente em áreas estratégicas como crédito, agro, saúde e prestação de serviços.
Cooperativas mantêm quase 19 mil empregos diretos
O cooperativismo goiano também manteve estabilidade na geração de empregos. Em 2025, as cooperativas do estado contavam com 18.859 trabalhadores em seus quadros.
O resultado mostra que, além de movimentar bilhões de reais, o setor continua sendo fonte importante de ocupação formal. A manutenção dos postos de trabalho reforça a capacidade das cooperativas de sustentar suas operações mesmo em períodos de instabilidade econômica.
A força do cooperativismo no mercado de trabalho também se reflete na presença regional. Cooperativas costumam atuar próximas das comunidades, gerando empregos em cidades de diferentes portes e contribuindo para manter renda e oportunidades fora dos grandes centros.
Mulheres ampliam presença no cooperativismo goiano
O levantamento também mostra a participação feminina no quadro social das cooperativas goianas. As mulheres representam 38% dos cooperados no estado.
Em alguns ramos, a presença feminina é ainda mais expressiva. Nas cooperativas de Trabalho, Produção de Bens e Serviços, elas são maioria, com 55,23% dos associados. Nas cooperativas de saúde, também representam a maior parte do quadro social, com 50,35%. Já no ramo crédito, as mulheres correspondem a 40,87% dos cooperados.
Os números revelam que o cooperativismo goiano também tem papel importante na ampliação da participação econômica feminina. A presença de mulheres em diferentes ramos reforça a diversidade do setor e aponta para uma estrutura cada vez mais representativa.
Cooperativismo fortalece o interior de Goiás
O crescimento das cooperativas tem impacto direto no desenvolvimento regional. Como muitas cooperativas estão ligadas ao agro, ao crédito, à saúde e aos serviços, o avanço do setor beneficia municípios de diferentes regiões goianas.
Com mais faturamento, mais ativos e mais cooperados, as cooperativas ganham força para ampliar investimentos, apoiar negócios locais, oferecer crédito, gerar empregos e melhorar a competitividade de produtores e empresas. Esse movimento contribui para fortalecer a economia do interior e reduzir a concentração de oportunidades nos grandes centros.
O cooperativismo também se destaca por unir desempenho econômico e participação social. Diferente de modelos empresariais tradicionais, as cooperativas têm como base a associação de pessoas em torno de objetivos comuns, com foco em resultado coletivo e fortalecimento dos cooperados.
Um dos motores da economia goiana
Os dados de 2025 mostram um cooperativismo goiano mais robusto, competitivo e preparado para crescer. O avanço de 18,02% no faturamento, a aproximação dos R$ 80 bilhões em ativos e a marca de mais de 710 mil cooperados consolidam o setor como um dos principais motores da economia de Goiás.
A combinação entre crescimento financeiro, expansão da base social e manutenção de empregos mostra que as cooperativas seguem desempenhando papel estratégico no estado. Mais do que números positivos, o desempenho revela um modelo econômico que continua ganhando espaço, fortalecendo comunidades e movimentando bilhões de reais em Goiás.
Com metas de chegar a R$ 50 bilhões em faturamento e 1 milhão de cooperados até 2027, o cooperativismo goiano entra em uma fase decisiva de expansão. Se o ritmo atual for mantido, o setor deve continuar ampliando sua presença e sua influência no desenvolvimento econômico e social do estado.
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