14 de Dezembro de 2012

A decepcionante Black Friday brasileira

Ao invés de descontos, o evento anunciou produtos 0,06% mais caros no dia em que foi realizado, em 23 de novembro, além de acréscimos de 8,5% nos dias 21 e 22 de novembro

O que se espera de uma megaliquidação? A resposta é absurdamente óbvia, mas não foi o que aconteceu na edição brasileira da Black Friday que, ao invés de descontos, anunciou produtos 0,06% mais caros no dia em que foi realizada, em 23 de novembro, além de reajustes de 8,5% às vésperas do evento, nos dias 21 e 22 de novembro. O decepcionante cenário foi constatado por um estudo realizado pelo Programa de Administração de Varejo (Provar) e da Felisoni Associados em parceria com a Íconna, empresa especializada em softwares capazes de confrontar os preços de produtos idênticos em lojas virtuais.

Publicados na edição desta quinta-feira 13 pelo jornal O Estado de S. Paulo, os dados mostram que mesmo depois da Black Friday, entre os dias 26 e 30 de novembro, os preços recuaram apenas 0,29%, enquanto nos Estados Unidos, berço da megaliquidação anual que acontece após o Dia de Ação de Graças - um dos principais feriados americanos, comemorado no dia 22 de novembro - os descontos chegam a alcançar 50%.

Cadê o desconto?
Eletrodomésticos, eletrônicos, bebidas, aparelhos de imagem e som e itens de informática, estão entre os 1.728 produtos investigados em 12 lojas eletrônicas, que também possuem comércios físicos. Segundo o levantamento do Provar, fica claro que os varejistas aumentaram os preços antes da Black Friday, promovendo uma liquidação disfarçada. A alta já havia atingido cerca de 600 produtos desde o dia 12 de novembro. No dia do evento, somente 48 itens registraram preços mais baixos e 88 produtos sofreram acréscimo. Do total de mercadorias pesquisadas, 1.592 permaneceram com seus custos estáveis.

Fonte: Meio e Mensagem

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