17 de Abril de 2011

Indústria da Multa?

Donos de bares e músicos rio-verdenses contestam ações da fiscalização urbana

O programa “Antenados” da Rádio 96 FM desse sábado (16), abordou o tema “Indústria da Multa”, em que se tratou de dois temas polêmicos em nossa cidade: A postura da SMT e da Fiscalização Urbana.

A primeira parte do programa tratou sobre a ação da SMT em relação à aplicação de multas no trânsito de Rio Verde, e a segunda parte, que é a que eu quero dar ênfase, é sobre a ação da Fiscalização Urbana, que se recusou a participar do programa, tendo assim apenas depoimentos dos donos de bares e músicos.

Não é recente o problema que os músicos da cidade têm tido com a Fiscalização, em relação à agressão moral e a apreensão de instrumentos. O Stone Rock Bar, o primeiro e único bar temático da cidade, já sofreu diversas vezes com a fiscalização. O bar já tem uma dívida de mais de 3 mil reais devido a multas por som acima dos decibéis permitidos, além de instrumentos, mesas e até TV apreendidos que segundo os fiscais, atrapalham a paz pública.

Os bares Happy Hour e Czar também já foram vitimas da fiscalização, mesmo situados no centro, em uma área comercial. A abordagem da fiscalização é na maioria das vezes de forma bruta, e já vão logo levando mesa de som e equipamentos do local.

Voltando ao caso do Stone Rock Bar, a situação mais difícil que já passaram foi quando 9 viaturas da policia e um carro do CPT fecharam a rua e confiscaram a mesa do som do bar. Agora eu abro um parênteses e falo: SÃO REALMENTE NECESSÁRIAS NOVE VIATURAS PARA LEVAR UM SOM? Olha o tamanho dessa cidade, são 9 viaturas em um único local, e que poderiam muito bem estar rodando a cidade, ajudando a combater as bocas de fumo, prostituição e fazendo a ronda, mas 9 viaturas para levar uma mesa de som já é demais, não é?!

Se o problema dos bares é porque estão em áreas residenciais, então como foi permitido que construíssem lá? E o investimento? Por que liberaram o alvará? Também já foi comprovado que muitas vezes os estabelecimentos recebem autuações por muitas vezes o som ambiente estar acima do permitido, mesmo sem música ao vivo.

Qual seria a solução para problema? Aumentar o nível de decibéis permitidos? Criar um bairro somente para bares? Estipular um horário máximo permitido para um som acima de tal decibel?

Nós, cidadãos rio-verdenses, gostaríamos muito de saber o porquê de a fiscalização trabalhar dessa forma, e qual seria a maneira ideal que sanasse os problemas de ambos os lados, mas infelizmente não houve nenhum representante da fiscalização. Será que eles sabem que há algo errado nisso? Teríamos aqui a certeza daquele ditado “Quem cala consente?”

Os prejudicados dessa história não são somente os donos dos estabelecimentos, que perdem clientes e são humilhados pela ação da fiscalização, são também os músicos, que precisam tocar na noite para sustentar a família, pois infelizmente não temos muitas opções de lazer aqui, em sua maioria é sair para um barzinho para beber e conversar com os amigos.  

Agora, em minha opinião, um som automobilístico atrapalha muito mais que um som ao vivo de algum estabelecimento comercial, mas nunca ouvi casos desse tipo de som apreendido... Engraçado, né?!

Giulianna Conte

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