20 de Fevereiro de 2014

Prejuízo na safra pode ser de até 20%

Seca prejudicou a produção rio-verdense

Em reunião realizada no dia 18 de fevereiro na sede da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás (FAEG), produtores, técnicos e lideranças se reuniram para tratar dos problemas com a estiagem, que afetou não somente Rio Verde, mas grande parte dos municípios goianos. Apesar da segunda quinzena de fevereiro ter se iniciado com chuva, a falta dela nos meses anteriores já causou perdas para o estado na ordem de 25% da produção de grãos.

Durante a reunião foi feito um panorama da situação de cada região do estado. De acordo com levantamentos, o município de Rio Verde registrou percentuais diferentes em cada região, como por exemplo, na região do Rio Preto onde a perda foi de mais de 30%. Segundo a federação, alguns produtores tiveram perdas de apenas 5%, enquanto outros perderam 100% da lavoura. Além da seca, os produtores de Rio Verde sofreram também com a ferrugem asiática, com a lagarta Helicoverpa armigera e com a falsa medideira. No montante o município registrou perda de 20% das lavouras de soja. Rio Verde vive este ano uma situação bem diferente daquela que aconteceu em 2010, quando o excesso de chuvas prejudicou 15% da produção agrícola e foi decretada situação de emergência nos termos da lei 12.340/2010.

Mas, na região sudoeste, a cidade que mais enfrentou problema foi Quirinópolis, onde foi decretada situação de emergência. No município as perdas se concentraram em grãos e cana-de-açúcar. Segundo dados do Sindicato Rural de Quirinópolis, a produção de soja e de milho tiveram quebras de aproximadamente 50% e a cana-de-açúcar 30%.
A reunião foi também a oportunidade para esclarecer dúvidas e orientar os produtores quantos as medidas que podem ser tomadas daqui para frente. “Orientamos que os produtores busquem a partir de agora decretar estado de emergência, pois assim poderemos buscar formas de renegociação, outra medida que pode ser adotada é buscar perante as empresas que financiaram, as grandes empresas compradoras de soja, as multinacionais e as distribuidoras, formas de negociação com os produtores”, esclarece o presidente da Faeg, José Mário Schreiner. Além disso, Schreiner alerta que apenas 27% da soja goiana é segurada e os produtores estão sofrendo com a falta de peritos para avaliar os danos, sem contar a dificuldade em se  conseguir atendimento telefônico com as seguradoras.

Para o vice-presidente institucional da Faeg, Bartolomeu Braz, é fundamental que o produtor avalie as perdas.

A federação já estima prejuízos de cerca de 2 bilhões de reais, o que totaliza 1,4 milhões de toneladas de grãos.

A reunião contou com a participação de 35 produtores rurais, técnicos da Faeg e sindicatos rurais, consultores do Senar, o assessor de agronegócios da Superintendência do Banco do Brasil em Goiás, Talvane Povoa. O Sindicato Rural de Rio Verde foi representado pelo presidente da Comissão de Grãos Fibras e Oleaginosas, Flávio Faedo e pelo Presidente da Comissão de Crédito Rural e assessor técnico Alexandre Câmara Bernardes, que ressalta a importância do produtor buscar a renegociação através do MCR, Manual de Crédito Rural. “O produtor que teve perdas deve seguir alguns passos, primeiro agrupar laudos agronômicos de plantio, condução e colheita, segundo passo, anexar carta de pedido de prorrogação do Financiamento Contraído, terceiro, anexar notas fiscais de aquisição de produtos (sementes, defensivos e fertilizantes), o quarto passo é fazer uma planilha de capacidade de pagamentos e fluxo de caixa e por último entregar na agência antes do vencimento da primeira parcela”, afirma Câmara.
Levantamento de quebras de produtividade municípios participantes:
 
Rio Verde - 20%
Cristalina 20%
Piracanjuba 20% a 25%
Quirinópolis 30% cana – 50% soja e milho
Goiatuba 40%
Morrinhos 25% a 30%
Caiapônia 5% a 10%
Jataí 20%
Bela Vista  25% a 30%
Palmeiras 25%
Edeia 29%
Pontalina  29%
Edealina 29%
Vicentinópolis 29%
Catalão 20%
Norte do Estado 10%
Paraúna 25%
Jandaia 25%
Santa Helena 30% a 35%

Sindicato Rural de Rio Verde. Foto: Fredox Carvalho

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