06 de Março de 2014

Lavoura pode ter menos prejuízo que o esperado

Pragas e falta de chuvas regulares devem causar prejuízos em algumas regiões, mas boa parte das lavouras evitou as previsões mais pessimistas

A falta de chuvas regulares, seguida do ataque de pragas, foram os principais motivos da já esperada redução do potencial produtivo das lavouras de soja e milho de verão nos estados de Goiás e Minas Gerais. Plantações de ambas as regiões, visitadas na última semana pela equipe da Expedição Safra Gazeta do Povo, sofreram com a estiagem, mas o volume total de perdas pode não ser tão grande quanto se imaginava no início do mês.

O panorama é um pouco mais preocupante nas fazendas goianas. Estimativas iniciais da Federação de Agricultura do Estado de Goiás (Faeg) indicam que ao menos 1 milhão de toneladas de soja tenham sido perdidos para a seca. Apesar disso, produtores ainda não conseguem fazer uma estimativa precisa a respeito do prejuízo.

"Tanto em Minas quanto em Goiás, as perdas variam muito conforme a região", explica a analista de mercado Ana Luiza Lodi, da consultoria FCStone, que acompanhou o roteiro da Expedição Safra. "Em geral, a ausência de chuvas regulares foi realmente o fator determinante: locais onde a estiagem foi mais rigorosa tiveram mais problemas", avalia.

Na região de Uberlândia (MG), por exemplo, boa parte dos agricultores visitados se mostrou otimista, apesar das condições adversas do tempo e ataques de pragas. "Já havia expectativa de perdas, mas alguns produtores rurais se mostraram positivamente surpresos", pondera Ana Luiza.

No estado mineiro, a soja vem ganhando espaço do milho em termos de área cultivada. De acordo com o Instituto Emater-MG, a área destinada à oleaginosa em 23 municípios subiu de 300 mil hectares na safra passada para 315 mil hectares em 2013/14. No mesmo período, o milho caiu de 112,9 mil hectares para 103,9 mil hectares.

As pragas também pesaram no desempenho das lavouras, mas foram um fator secundário. O ataque das lagartas Helicoverpa armigera e Pseudoplusia includens (a chamada Falsa medideira), em si, não causou tanto prejuízo quanto a preocupação que se criou em torno dos insetos: o custo para controle da lagarta se mostrou elevado, e os agricultores reivindicam às autoridades a liberação do uso de alguns defensivos ainda não permitidos.

Embora a estiagem tenha comprometido uma parcela da produção, a colheita na última semana tem sido atrapalhada justamente pelas chuvas. Em Goiás, principalmente, as precipitações recentes em excesso vêm criando dificuldades aos agricultores de algumas regiões.

Agrolink/Assessoria de Imprensa Comigo

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