Aumento do mínimo pode quebrar municípios

Novo salário mínimo pode quebrar cidades pelo país


O aumento do salário mínimo pode trazer mais alegria para quem é beneficiado, mas pode se tornar um motivo de "quebradeiras" de municípios Brasil a fora. O aumento para R$ 545 é proposto pelo governo, mas sindicalistas e a oposição defendem o reajuste para R$ 600. A grande preocupação é que se o mínimo aumentar demais agravaria a situação financeira de prefeituras espalhadas por todo o país, de acordo com a Confederação Nacional dos Municípios. Ainda, segundo a Instituição, cada R$ 1 de aumento no mínimo representa uma despesa de R$ 1,5 milhão para o conjunto de municípios.

Exemplos de cidades que poderiam quebrar com este aumento são Casa Nova (BA), Itabaiana (SE) e Sapucaia do Sul (RS). E o aumento ainda poderá retirar serviços básicos prestados à população, tais como saúde e educação.

O prefeito de Santo Antônio do Descoberto (GO), David Leite, cidade que sofreu uma grande manifestação em janeiro devido aos serviços de má qualidade que são oferecidos às pessoas, teme que a situação se agrave ainda mais, pois o município já gasta com salários de funcionários públicos 54% do orçamento municipal, valor além do permitido por lei. Se a situação se complicar, David acredita que professores, médicos e enfermeiros serão demitidos.

Por Dyego Queiroz
Especial para o Rio Verde Agora

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